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MCP Study Project

An educational repository designed to practice and understand the Model Context Protocol through simple server implementations. It demonstrates core MCP concepts such as tools, resources, and communication via stdio and SSE transport methods.

glama
Updated
Mar 7, 2026

MCP Server — Projeto de Estudos

Sobre este projeto

Este repositório tem como objetivo praticar e entender na prática os conceitos do Model Context Protocol (MCP) — como criar servidores, expor ferramentas, conectar clientes e fazer a comunicação entre eles funcionar. Os exemplos aqui são intencionalmente simples para focar no aprendizado do protocolo em si, não na complexidade do domínio.


O que é o MCP

MCP (Model Context Protocol) é um protocolo aberto criado pela Anthropic (lançado em novembro de 2024) que padroniza a forma como modelos de linguagem (LLMs) se comunicam com ferramentas, dados e serviços externos.

A ideia central é simples: em vez de cada aplicação de IA ter sua própria forma proprietária de conectar o modelo a ferramentas, o MCP define um contrato universal — um "USB para IA".

Sem MCP:                          Com MCP:
Claude  ── integração custom       Claude  ──┐
GPT     ── integração custom       GPT     ──┼──► Servidor MCP ──► sua ferramenta
Cursor  ── integração custom       Cursor  ──┘

Para que serve

Com o MCP, você cria um servidor MCP para o seu serviço uma única vez, e qualquer cliente MCP (Claude, Cursor, VS Code, sua própria aplicação) consegue se conectar e usar suas ferramentas automaticamente — sem reimplementar integrações para cada modelo ou produto.


Como funciona

O protocolo define três primitivas principais:

PrimitivaO que é
ToolsFunções que o modelo pode chamar (ex: buscar notícias, executar SQL)
ResourcesDados que o modelo pode ler (ex: arquivos, registros de banco)
PromptsTemplates de prompt reutilizáveis expostos pelo servidor

Fluxo básico

  1. Cliente conecta ao servidor MCP
  2. Cliente pergunta quais ferramentas estão disponíveis (list_tools)
  3. O LLM decide chamar uma ferramenta (call_tool)
  4. O servidor executa e devolve o resultado
  5. O resultado vira contexto para o LLM continuar o raciocínio

Transportes: stdio vs SSE

Esses são os dois principais meios de comunicação entre cliente e servidor.

stdio (Standard Input/Output)

O cliente inicia o servidor como um subprocesso e a comunicação acontece via stdin/stdout.

Cliente
  └── spawn → server.py (processo filho)
        ├── stdin  ← mensagens do cliente
        └── stdout → respostas ao cliente

Quando usar:

  • Ferramentas locais (acesso a arquivos, comandos do sistema, banco de dados local)
  • Integrações em IDEs como Cursor e VS Code
  • Quando cliente e servidor estão na mesma máquina
  • Configuração mais simples, sem necessidade de rede

SSE (Server-Sent Events)

O servidor roda de forma independente como um processo HTTP. O cliente se conecta via URL. A comunicação usa HTTP — o cliente envia requests POST e recebe eventos via SSE (conexão persistente).

Cliente ──── HTTP POST ────► Servidor (http://localhost:8000/sse)
        ◄─── SSE events ────

Quando usar:

  • Servidor precisa ser acessado por múltiplos clientes simultaneamente
  • Servidor remoto (cloud, outro host)
  • Integração com aplicações web
  • Quando o servidor precisa ficar sempre disponível, independente do cliente

Comparativo

stdioSSE
Onde rodamesmo processo/máquinaprocesso independente, pode ser remoto
Ciclo de vidanasce e morre com o clienteroda continuamente
Múltiplos clientesnãosim
Complexidademenormaior
Caso de uso típicoferramentas locais, IDEsserviços, APIs, produção

Por que o MCP está tão em alta

1. Agentes de IA viraram realidade prática LLMs bons o suficiente para usar ferramentas de forma confiável só apareceram nos últimos 1-2 anos. O problema de "como conectar o modelo ao mundo real" deixou de ser teórico e virou urgente.

2. Fragmentação estava ficando insustentável Cada provedor (OpenAI, Anthropic, Google) tinha sua própria forma de function calling. Cada IDE, cada produto de IA reimplementava as mesmas integrações. O MCP veio resolver exatamente essa dor.

3. Adoção em cascata Cursor, VS Code (Copilot), Zed, Windsurf e outros editores adotaram MCP em poucos meses. Isso criou um ecossistema de servidores reutilizáveis — hoje existem centenas de servidores MCP públicos (GitHub, Slack, Postgres, etc.).

4. Baixa barreira de entrada Com bibliotecas como fastmcp, criar um servidor MCP funcional é questão de minutos. Isso democratizou o acesso ao protocolo.

5. Definição de padrão da indústria Estamos na fase em que a indústria está definindo os protocolos que vão durar anos. O MCP tem chance real de se tornar o padrão de fato para integração de ferramentas com LLMs.

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